segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Altruísmo: qualidade ou defeito?

"Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado nos seres humanos e outros seres vivos, em que as ações de um indivíduo beneficiam outros. (...) . No sentido comum do termo, é muitas vezes percebida como sinónimo de solidariedade. A palavra "altruísmo" foi cunhada (...) para caracterizar o conjunto das disposições humanas (...) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros. Esse conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais." in Wikipédia.

Eu considero o altruísmo como algo essencial à personalidade de todos os seres humanos. Todos nós devemos ter em mente que todos somos cidadãos, todos valemos o mesmo e que nenhum de nós é mais que ninguém. A solidariedade, a compreensão e a tolerância são aspetos fundamentais à existência de uma sociedade justa e benevolente.

O problema é que, quando em demasia, o altruísmo e a complacência tornam-se defeitos (quase) irremediáveis e a verdade é que esta coisa de ter amor ao próximo e de ordenar hierarquicamente as pessoas de modo a colocar-me sempre no fim da lista torna-se um bocado cansativa e desgastante.
E é aí que entra a minha questão: o altruísmo é uma qualidade ou um defeito?
Eu sou daquele tipo de pessoas que se coloca sempre no fim da fila. Penso sempre nas outras pessoas primeiro e só penso em mim em último lugar. E mesmo assim às vezes até me esqueço que também existo.



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Sexta Feira 13

A Sexta Feira 13 é um paradoxo.
A Sexta Feira é o último dia da semana que obriga o teu despertador a tocar às 7 horas da manhã de modo a forçar-te a abandonar o aquecedor gigante que é a tua cama e a enfrentar um novo dia. É claro que Sexta Feira é sinónimo de felicidade. Quem é que não gosta de Sextas Feiras?
Mas, de tempos em tempos, chegam até nós os dias estereotipados de "dias de azar", vulgarmente conhecidos como "Sextas Feiras 13". Sexta feira é um dia bom! Como é possível este tornar-se num dia de desgraça? Bem, isto é sempre possível. O azar não tira folgas nem tem piedade daqueles que se esforçam toda a semana. O azar não se importa de vir vagarosamente até nós e de nos atacar quando menos estamos à espera.
E depois, ao fim de um longo dia e após todas as adversidades, é que nos encontramos a nós próprios e nos lembramos o porquê de o dia ter corrido mal: "Oh, é Sexta Feira 13."

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Criação do nada

Comecei com um fundo vazio. Com o decorrer dos segundos, esse mesmo fundo começou a ser preenchido e ocupado por milhares de milhões de minúsculos pontos. Quando esses objetos de dimensão zero se uniram, formaram rectas. Umas horizontais, outras verticais, algumas oblíquas ou até mesmo curvas. Esses mesmos conjuntos de pontos criados uniram-se entre si e formaram o que chamamos casualmente de letras. Essas, conjugadas e ordenadas de modo correto, formaram, por sua vez, palavras. Fui então cobrindo aquele plano desabitado com palavras e, deste modo, criei frases. Estas frases construídas retratavam os mais variados assuntos. Após todo este longo, demorado e árduo processo, pressionei o botão direito do rato, escolhi a opção "Seleccionar tudo" e cliquei na tecla de apagar. Repeti este procedimento mais de três vezes. Isto deixou-me a pensar em como seria a vida se fosse possível simplesmente clicar em meia dúzia de botões e recuar no tempo ou eliminar os nossos erros ou ações que gostaríamos que não tivessem sido feitas ou sequer imaginadas. Traria isto benefícios?